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Intérprete de grandes sucessos da nossa música, como Bate Coração, De Volta Pro Aconchego, Banho de Cheiro e Eu Só Quero um Xodó, a cantora fez e ainda faz história na cultura nacional.

O que muita gente não sabe é que, além de cantar, ela também é atriz e foi nos palcos dos teatros que Elba Ramalho iniciou sua carreira artística. Ela inclusive chegou a receber prêmios por sua atuação.

Considerada uma das principais representantes da música nordestina, Elba Ramalho é também uma cantora brasileira super conhecida pelo público. Não só pela voz marcante, mas também por representar o que há de mais bonito em nossa música.

Por isso, é sempre importante exaltar não só o seu talento, mas também sua história de vida.

Onde nasceu Elba Ramalho?

Elba Maria Nunes Ramalho nasceu em Conceição do Vale do Piancó, interior da Paraíba, no dia 17 de agosto de 1951. Desde criança, já mostrava interesse pelas artes, influenciada por seu pai, que era músico.

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O início nas artes

Quando Elba tinha onze anos, sua família se mudou para Campina Grande, também na Paraíba. Lá, o seu pai comprou o teatro local.

Em 1966, ela participou de uma apresentação em um palco pela primeira vez, no Coral da Fundação Artística e Cultural Manuel Bandeira, do qual seu pai participava.

A música interpretada foi Evocação do Recife, em uma apresentação intitulada Corais Falados Manuel Bandeira e Cecília Meireles.

Essa peça se apresentou por todo o Nordeste e ficou famosa por onde passava. A partir daí, Elba passou a se dedicar de vez à atuação.
As Brasas

Em 1968, então com 17 anos, Elba Ramalho iniciou os seus estudos na Faculdade de Economia e Sociologia na Universidade Federal da Paraíba. Durante o curso, formou o grupo musical As Brasas e se apresentava como baterista.

Mas ela não parou de atuar. Enquanto conciliava os estudos e a música, ela continuava a participar das peças teatrais e a se apresentar pelo Nordeste.

Mudança para o Rio de Janeiro

A década de 1970 foi decisiva para a carreira de Elba Ramalho. Em 1974, a cantora decidiu se mudar para o Rio de Janeiro, em busca de melhores oportunidades profissionais.

A mudança foi feita a pedido de Roberto Santana. Ele convidou Elba a se apresentar com o grupo Quinteto Violado. No mesmo ano, também se apresentou como atriz na peça Viva o Cordão Encarnado e recebeu elogios por sua atuação cheia de vivacidade.

Depois dessas experiências, a artista não quis mais retornar ao Nordeste, trancou a faculdade e resolveu se dedicar à atuação. Continuou a se apresentar no teatro, sempre em papéis relacionados à música.

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O Baixo Leblon e o teatro carioca

Sem apoio financeiro da família, Elba Ramalho passou a frequentar a região do Baixo Leblon. Lá, conheceu diversos artistas, como Alceu Valença e Carlos Vereza.

Durante esse período, alguns trabalhos como atriz merecem destaque, como no filme Morte e Vida Severina, de 1977, e na peça Ópera do Malandro, de Chico Buarque. Na época, sua atuação nessa peça foi um grande impulsionador para sua carreira de cantora.

Tanto que Chico Buarque a convidou para participar da gravação da faixa O Meu Amor, ao lado da esposa do cantor na época, a atriz Marieta Severo.

Dedicação à carreira de cantora

Depois da repercussão de O Meu Amor, Elba Ramalho resolveu se dedicar à carreira de cantora e investiu no seu primeiro disco solo, Ave de Prata.

O trabalho contou com várias participações de artistas nordestinos, como Zé Ramalho, Dominguinhos e Geraldo Azevedo.


Do eBiografia

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