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| Foto: Reprodução |
Curitibano e vocalista da banda Capital Inicial, Dinho é reconhecido como uma das voz mais marcantes do país e o seu talento na música marcou mais de uma geração.
Dinho Ouro Preto na verdade se chama Fernando de Ouro Preto e ele nasceu em Curitiba, em 27 de abril de 1964. É filho do embaixador Afonso Celso de Ouro Preto e da historiadora Marília de Ouro Preto.
Quando criança chegou a morar nos Estados Unidos, Áustria e Suíça antes de fixar residência em Brasília.
Dinho foi criado em Washington (EUA), Viena (Áustria) e Genebra (Suíça). Filho de diplomata, tataraneto do Visconde de Ouro Preto, veio morar no Brasil aos 16 anos, na época da ditadura, quando a tribo punk começava a invadir as ruas de Brasília. Ao se formar no segundo grau, Dinho decidiu prestar vestibular para sociologia, mas foi reprovado e decidiu dedicar-se à música. Começou a namorar com uma garota chamada Helena que era irmã de Flávio e Fê Lemos, os quais eram integrantes da banda Aborto Elétrico, também fez amizade com Dado Villa-Lobos e Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso) e começou a participar das reuniões da chamada turma da colina – um lugar estratégico, de onde era possível ver toda cidade.
Lá Dinho conheceu seu maior ídolo Renato Russo, vocalista da banda dos irmãos Flávio e Fê, Dinho tornou-se fã incondicional da banda e freqüentava todos os ensaios. Ao se separar,em maio de 1983, a banda Aborto Elétrico deu origem a duas novas bandas, a banda de Renato Russo, Legião Urbana e a banda de Flávio e Fê Lemos, o Capital Inicial, da qual Dinho tornou-se vocalista aos 19 anos, seus pais estavam fora do país e nada sabiam de sua carreira artística. Só souberam que ele tinha se tornado músico quando ele e a banda já estava fazendo sucesso.
Em 1993 ele saiu do Capital e parou de trabalhar. Foi aí que tudo começou a mudar, inclusive a aparência. Dinho queria ficar mais feio. “No começo de carreira eu ganhei o título de símbolo sexual. Achava ótimo ter um monte de meninas se jogando em cima de mim. Mas, depois, quando percebi que ser bonito não era o mais importante, comecei a sentir raiva de mim mesmo”, conta o cantor.
Eram noites passadas em claro, excesso de bebidas e drogas e quando o dia amanhecia voltava para casa e dormia o dia inteiro. Nessa época Dinho tornou-se irreconhecível, tinha dreadlockss no cabelo, era clubber e diariamente estava bêbado, seu apartamento sempre estava cheio às vezes até de pessoas desconhecidas. Em alguma dessas festas que aconteciam em seu apartamento, alguém acabou levando certa quantia considerável de seu dinheiro cerca de US$20.000 deixando-o quebrado.
A história podia ter terminado de maneira trágica. Mas em 1994, na festa do Video Music Brasil da MTV, ele conheceu Maria, uma arquiteta italiana que estava visitando o país. Dinho se apaixonou de cara. Durante 10 dias não se desgrudaram, mas logo depois Maria teve que voltar para a Itália. Dinho diz que sofreu muito, pois ela estava de casamento marcado, e que lhe enviou milhares de fax pedindo para que voltasse. Conta também que não tinha medo de parecer ridículo.
Para sua felicidade depois de seis meses Maria rompeu seu noivado e voltou para o Brasil. Logo se casaram e Dinho mudou o rumo de sua vida, parou de se drogar o dia inteiro, “ela me ajudou a inventar novos objetivos para a minha vida”, confessa o cantor. Ele voltou a trabalhar com sua música e pouco tempo depois lançou um disco solo, mas seu desempenho não decolou. Em 1995, decidiu compor trilhas para comerciais e odiou a experiência. Em 1997, nasceu Giulia, a primeira filha de Dinho. A tensão durou até março de 1998 quando Dinho e os ex-companheiros decidiram se encontrar para marcar uma série de shows em comemoração aos 15 anos de nascimento do Capital Inicial. Eles superaram o mal-estar inicial e conversaram como adultos, entre uma apresentação e outra selaram a paz e em novembro daquele ano lançaram o CD Atrás dos Olhos, dedicado à sua filha Giulia. Em 1998, o Capital Inicial voltou à formação original, com Dinho no vocal. No ano de 1999 nasceu sua segunda filha Isabel.
Com o álbum acústico de 2000 o Capital Inicial consagrou-se de vez como uma das melhores bandas de rock no Brasil, de lá para cá não pararam mais, já foram lançados mais dois discos que também tiveram sucesso total.
Nos anos 90, lançou seus dois primeiros álbuns em carreira solo:Vertigo, em 1994, e Dinho Ouro Preto, em 1995. Em 2012 irá lançar seu terceiro álbum em carreira solo intitulado Black Heart com regravações de bandas de rock.
Fonte: laste.fm


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