Rainha da Notícia

 por Natália Cancian | Folhapress

Foto: Reprodução / G1

O Ministério da Saúde fará um novo estudo para estimar a prevalência da infecção pelo coronavírus nas capitais, nos estados e nas regiões metropolitanas. O objetivo é mapear a extensão da transmissão do vírus e o comportamento da doença no país.
 

A pesquisa, chamada de PrevCOV, envolverá dados de histórico de possível contato com o vírus e coleta de amostras de sangue para detecção de anticorpos.
 

A amostra utilizada será semelhante à aplicada pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE. Ao todo, serão coletados dados em 274 cidades, com abrangência de 62 mil domicílios nestes locais.
 

Ao comentar a pesquisa, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que "negacionismo é negar o investimento que o governo federal tem feito na pesquisa, ciência e tecnologia". As declarações são respostas a críticas feitas ao governo durante a CPI no Senado que apura possíveis falhas no enfrentamento da epidemia da Covid-19.
 

Segundo o Ministério da Saúde, o levantamento do PrevCOV será um dos maiores já realizados no mundo sobre a prevalência do novo coronavírus.
 

"Para isso, foi feito estudo transversal para detecção de anticorpos do Sars-CoV-2, baseado no desenho amostral da Pnad do IBGE", diz o secretário de vigilância em saúde, Arnaldo Medeiros.
 

A previsão é que a pesquisa seja iniciada em junho. Os moradores das residências selecionadas devem receber um contato prévio por mensagem e ligação telefônica. Em seguida, será feito o agendamento de uma visita de profissionais de saúde, quando serão coletadas as amostras.
 

O estudo também vai levantar a ocorrência de sintomas recentes e anteriores, o histórico de contato com casos suspeitos e e quais participantes já receberam doses da vacina contra a Covid-19.
 

Também será criado um repositório de amostras na Fiocruz para pesquisas futuras sobre o coronavírus. Segundo Queiroga, o investimento será de cerca de R$ 200 milhões.
 

No evento, o ministro voltou a enfatizar a aposta de vacinar toda a população até o fim deste ano e, rebatendo de forma indireta as críticas ao ritmo lento da vacinação no país, disse que a pasta "não mediu esforços para ter vacinas suficientes", citando medida provisória editada em dezembro, no valor de R$ 20 bilhões, para compra de vacinas.
 

Como a Folha mostrou, no entanto, o governo negou ao menos três propostas da Pfizer em 2020 para obter doses ainda em dezembro ou janeiro do último ano.
 

Antes do PrevCOV, o país já teve outras pesquisas para verificar a prevalência da infecção pelo novo coronavírus, como a Epicovid. O estudo chegou a receber recursos do Ministério da Saúde em uma primeira etapa, mas o financiamento não foi renovado.

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