Número de óbitos do segmento é 6 vezes maior em março deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2020
Redação
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| Foto: Pixabay |
Dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) mostram que, cerca de um ano depois do início da pandemia, ao menos 700 profissionais de enfermagem morreram em decorrência do novo coronavírus no país. Em março do ano passado, foram oito óbitos de pessoas que atuam no segmento.
No mesmo mês deste ano, 51 profossionais já perderam a vida, um número seis vezes maior do que o mesmo período do ano passado.
“Os profissionais de enfermagem estão exaustos e muitas vezes precisam trabalhar em muitas unidades de saúde, eles estão nessa linha de frente expostos e muitas vezes não trabalham nas condições adequadas”, disse Betânia Maria Pereira dos Santos, presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
Os dados ainda mostram que, do total de mortes, 29% são de enfermeiros, 58% de técnicos de enfermagem e 12,8% de auxiliares. Em relação ao gênero, 67% das mortes foram entre mulheres e 33% entre homens.
Preocupada com a situação, ainda em outubro de 2020, a Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem) defendeu a redução da carga horária de trabalho dos enfermeiros para 30 horas semanais. O presidente da Anadem enfatiza a importância da vacinação desses profissionais, mas alerta para a saúde mental da linha de frente. “Imunizando esses profissionais, certamente os óbitos serão menores, mas o problema continua, a depressão e a ansiedade entre os profissionais de saúde segue muito alta”, disse Canal.
(Com informações do site da Band)


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